C. S. Lewis sobre o Cristianismo: Parte II

Repostas dadas por Lewis a questões formuladas por empregados da Electric and Musical Industries Ltd., Heyes, Middlesex, Inglaterra, em 18 de abril de 1944

Pergunta: Fico me perguntando o quanto podemos culpar o trabalho do Demônio por alimentarmos certos desejos. Algumas pessoas têm uma forte concepção da presença do Demônio no mundo. Outras nem tanto. Ele é real como pensamos que é? Isso não preocupa certas pessoas, pois, elas não desejam ser boas, mas outras são continuamente perseguidas pelo próprio Demo.

Lewis: Nenhuma referência ao Demônio ou a demônios é feita em nenhum Credo cristão, e é bastante possível ser cristão sem acreditar neles. Eu acredito que tais seres existem, mas isso é problema meu. Supondo que eles existam, o grau de percepção humana com relação a eles varia muito. Isto é, quanto mais um homem está em poder do Demônio, menos ele estará consciente disso, da mesma forma que um homem está bem sóbrio na medida que ele reconhece que está bêbado. São as pessoas que estão completamente cônscias e tentando ser boas é que estão conscientes do Demônio. Só quando você começa se armar contra Hitler é que você percebe que seu país está cheio de agentes nazistas. É evidente que os demônios não querem que você acredite neles. Se os demônios existem, o primeiro objetivo deles é lhe aplicar um anestésico – para lhe fazer baixar a guarda. Somente se isso falhar é que você se torna consciente deles.

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