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Grupo de Estudos
Livro: Romanos
Material Base: O poder do evangelho – John Stott


Antes do começo, algumas palavras.
Na verdade este momento já se auto-questiona pelo conceito do começo.
Estaremos de fato começando?
Como seres em eterna construção creio que não. Não partimos do zero, não estamos puros, pois a pureza implica inexistência de vida, e não é o caso. Estamos vivos, e a partir do momento que abrimos os olhos nesse mundo, estamos absorvendo e reabsorvendo conceitos, idéias, valores e sentimentos.
Sendo assim, neste não-começo acredito que é preciso, antes de qualquer coisa, desconstruir.
É preciso que saiamos do lugar-comum, retiremos algumas coisas do lugar, tiremos a poeira, para enfim, construir novas formas de pensar.
É preciso desconstruir conceitos ou pré-conceitos, filtros humanos, rever de fato o espaço em que estamos, para que a palavra de Deus nos alcance da forma mais direta possível, que Ele vier permitir e possibilitar.
Que Ele possa nos abençoar neste projeto.


Estudo I – O poder do Evangelho
Texto: Romanos 1.1-17

Como seria viver como cristão na Roma do primeiro século?
Ouvir falar que Cristo havia morrido e ressuscitado, crer na palavra pregada, mas não ter um direcionamento maior.
Tudo muito novo. Judeus e Gentios acreditando na mesma palavra. Como conciliar duas tradições/culturas tão diferentes?

Quando e como ocorreu seu primeiro contato com o poder do evangelho?
A palavra poder geralmente nos remete a algo grande, algo que acontece de forma a abalar alguma estrutura pré-concebida, algo que não passaria de forma imperceptível. Todos esses conceitos podem estar corretos, mas para mim o poder evangelho aconteceu e acontece de forma sutil (não menos transformadora por isso).
O poder do evangelho me alcançou pela primeira vez quando comecei sua leitura de forma mais detalhada, talvez quando o tenha buscado com real interesse.
É o poder de me trazer paz, de me fazer sentir amada, acolhida, filha.
O evangelho traz a mensagem de Cristo, mensagem de cura, partilha e inclusão, e revela Sua vida, Seus exemplos deixados os quais devemos de fato, seguir.

Romanos 1.1-7
1) Informações sobre o evangelho neste versículo:
A vida segundo o evangelho implica separação.

2) “sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo” v.6. De que maneira tenho experimentado este sentimento de pertencer?
Fomos chamados para sermos de Cristo. Não há como ignorar tal fato.
Como disse Santo Agostinho: criaste-nos Senhor para ti, e o nosso coração permanece inquieto até que descanse em ti.
Pertenço a Cristo, sou parte de ser corpo. A minha dor é sua dor e a dor dele deve ser minha também. Assim como alegre Ele se faz com minha alegria e alegre me faço com a alegria Dele.

3) Obediência e fé: A fé é o firme fundamento das coisas que não se vêem, mas das quais temos absoluta certeza. Viver pela fé está por si só ligado à vida pela obediência. Obedecemos pela fé e temos fé porque somos obedientes. A fé vem do conhecer e do entender.

4) Paulo e os Romanos pelos versículos de 1-7.
Apóstolo, separado para o evangelho, servo apaixonado, vive o que acredita e nesta verdade se fortalece. Crê na graça recebida e vive por meio dela. É consciente de sua missão e de seu dever para com os outros.
Povo amado, chamados pelo Pai para viver pela graça Dele.

5) Como perceber o afeto de Paulo pelos Romanos?
Paulo intercede por eles, admira em amor o fato de ser um povo de fé. Quer estar próximo a eles, comunicar-lhes algum dom espiritual, para que sejam confortados. Quer anunciar-lhes o evangelho, a verdade que salva.

6) Como é a relação de Paulo com Deus?
Intimidade, obediência.

7) Por que é bom mantermos a comunhão recíproca com outros cristãos?
Porque as dificuldades, dúvidas, sentimentos vivenciados são em muito parecidos. As lutas e os questionamentos devem ser compartilhados, pois estamos dispostos a viver debaixo da mesma palavra e cremos na mesma verdade.

8) Declaração de Paulo vs. 16 e 17. O que revela?
Quando acreditamos em algo não temos receio ou vergonha de defender tal coisa perante ninguém. Se tal coisa é tão forte a ponto de professa-la como o mais importante de nossas vidas, é porque cremos nela de tal maneira que não podemos nos escusar em momento algum de defende-la ou propaga-la.
Pensando desta forma parece que fica simples tomar determinadas decisões em nossas vidas.
Não existe meia-verdade.
Nem podemos também estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Se eu digo este papel existe, imediatamente a idéia do papel não existir se torna impossível.
Então se eu digo, Cristo existe e a verdade revelada é a palavra Dele, qualquer atitude minha que não condiga com as Dele, está errada.

9)Estabeleça relação entre Evangelho, Salvação, Justiça e Fé.

10) O justo viverá da fé. Comente:
É o nosso alimento diário e constante. Se nossa fé vacila, nossos pés também vacilam. Por isso ela tem que estar consubstanciada de modo profundo. Não pode ser rasa, nem se abalar. Não pode ser burra, alheia aos acontecimentos à nossa volta. A fé não é irracional, nem emotiva, ela é plantada com sementes de certeza, que devem ser constantemente adubadas com a palavra e o foco em Cristo, para que nossas árvores sejam firmes e frondosos referenciais de consistência e constância.

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