A Aids é um castigo de Deus?


Lendo Daniel Defoe(Diário do Ano da Praga) Ele descreve em prosa, a peste bubônica que assolou Londres em 1665.
Enquanto eu lia, o relato de Defoe tornou-se particularmente tocante à vista de uma praga da atualidade.
Eu e minha esposa moramos em um bairro habitado por homossexuais e usuários de drogas. Não pude evitar uma reflexão sobre os paralelos entre o tempo de Defoe e ao nosso.
Em comparação com a grande praga, a epidemia de Aids atingiu uma porção muito menor da população, mas despertou uma reação de histeria semelhante.
Na época de Defoe, parecia q a ira de Deus, derretida, era despejada sobre todo o planeta.
Temos nossa versão moderna, focalizando-o em um grupo de pessoas, em particular os homossexuais. Em alguns circulos, quase consigo detectar um suspiro de alívio porque afinal "eles estão recebendo o que merecem".
Praticamente só dentre todas as civilizações da historia, moderna, secular, questiona se Deus age em acontecimentos humanos como pragas e catástrofes naturais. Será que Deus escolhe uma cidade do Sul dos Estados Unidos para ser arrasada por um tornado como alerta do julgamento final?
Será que impede a chuva de cair na África como sinal de sua desaprovação?
Ninguem sabe. Mas a Aids, a historia é diferente.
Para alguns cristãos, esta doença, parece atender, ao anseio de uma ligação sentre comportamento e sofrimento como punição: Será que Deus manda a Aids como uma punição específica, destinada a um alvo por Ele escolhido?
Outros cristãos não tem certeza. Acreditam que é muito perigoso tomar o lugar de Deus, e até mesmo enterpretar a historia em nome dEle.
Deus disse que a vingança Lhe pertence e sempre que nós, mortais tentamos apropriar-nos dela, pisamos em terreno perigoso. Julgamento sem amor suscita inimigos e não convertidos. Entre os homossexuais que moram no mesmo bairro que eu as afirmações dos cristãos sobre a crise da Aids fez muito pouco no sentido de levá-los à reconciliação com Deus.
Até mesmo a ligação entre causa e efeito quanto á Aids levanta perguntas complicadas. Que dizers de um "inocente" que adquire o virús como os bebês filhos de mães infectadas. São amostras do julgamento de Deus?
Ao refletir sobre estas 2 pragas, o flagelo da peste bubônica e o flagelo moderno, pego-me recordando um incidente da vida de Jesus - lucas 13:1-5
Depois contou uma parabola sobre a misericordia de Deus, que constrange o pecador. Ele parece dizer que nós, os "espectadores" da catástrofe, temos tanto a aprender com o acontecimento quanto os próprios atingidos. Uma praga deveria ensina-nos muitas coisas. Em primeiro lugar, humildade. E gratidão a Deus que, até aqui, tem mantido suspenso o julgamento que todos merecemos.
Finalmente, a catástrofe coloca junto a vítima e o espectador, chamando ao arrependimento, lembrando-nos da brevidade da vida. Avisa-nos a nos prepararmos para a possibilidade de sermos a próxima vítima de um desabamentos, ou do vírus da Aids.
Ainda não encontrei na Biblia qualquer apoio: Ah, eles merecem o castigo. Na verdade, a mensagem de uma praga parece ser dirigida tanto aos sobreviventes quanto aos que são atingidos por ela. Acredito em que a Aids contenha tanto sgnificado para nós quanto para aquele que sofrem.

Não existe outro escritor q eu goste mais ... Phillip Yancey é o cara!!

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